Pedaços de mim deixei cair, pedaços que me arrancaram, hoje não me fazem falta.
Em cada esquina um tapa, á cada certeza milhares de dúvidas, á cada passo á frente uma infinidade de caminhos.
Será mesmo que viver é uma luta jamais vencida contra aquilo que chamamos de vida?
Quantas vezes ao cair pensei que não mais conseguiria levantar, e me levantei mais forte, outras mais frágil, mas jamais desisiti de tentar me reerguer. Milhares de golpes me derrubaram ao longo do caminho, tempestades, ventanias violentas feriram fundo flagelando a minha alma.
Espantada com a quantidade de vezes em que caio e me levanto, paro, reflito e me faço a mesma pergunta: Quanto tempo mais serei capaz de suportar as minhas quedas, minhas feridas?
E o que eu sei sobre o que é viver?
Eu nada sei, e quando penso que sei, uma pequena mudança nos fatos me esfregam na cara que eu realmente nada sei, definitivamente eu não sei.
Sou apenas uma aprendiz mundana que aos tombos e derrotas, se transforma num ser humano mais maduro, mas essa maturidade tão insignificante não me dá o direito de saber o que é viver. Afinal, qual será de fato a idade do saber?
A vida, a minha, a mais misteriosa e intrigante possível não me deixa nenhuma certeza sobre o que será do meu amanhã. Meus medos me fizeram mais forte, e minhas feridas me deixaram mais segura. Milhares de acontecimentos me fizeram melhor ou pior até chegar aqui.
Eu sou aquilo que vivo, ou vivo aquilo sou?
Essa minha atitude egoísta de querer compreender, algo de tão pouca compreensão faz de mim uma coitada, uma pobre coitada.
Talvez viver seja isso, o quanto você aguenta apanhar e levantar, o quanto você consegue suportar os tapas que a vida vai te dar.
Vou viver, e se no meio do caminho eu me perder, perdoe-me, faz parte do meu não saber.
Vou viver, com ou sem respostas, eu vou viver!!!
Autoria: Ana C. Miranda
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