Meu Bolg

domingo, 15 de junho de 2014

Go! Go! Go!

"Tem sempre alguma coisa aqui que não me deixa desistir. Uma força invisível que me movimenta por inteiro. Inexplicável. Às vezes assusta, mas é bom. É bom sentir esse "friozinho intenso" passeando na barriga.
Esse friozinho é o sim, que quer dizer "vai". Vai e enfrenta.
E eu vou! Vou porque vou. Vou porque sou. Porque sou essa vontade gigante de seguir, sobretudo, em frente. Por um amanhã melhor. Por um "eu sou" melhor.
Faz do medo combustível e movimenta o universo a teu favor."

Por: Ana C. Miranda

Vem?


Vem sem demora, mas demora pra partir.
Vem e trás esse sorriso, que eu quero congelá-lo na memória. Vem e trás teu cheiro, que eu quero não querer lavar a roupa.
Vem e trás você, com a sua paz que atormenta e esse teu beijo que vicia.
Vem e deixa a minha boca repousar na sua nuca. Vem e deixa meus dedos frios, deslizarem nas curvas das suas costas quentes.
Vem e trás calor. Vem e trás uma amostra desse amor.
Vem, mas vem sem demora. Só demora pra partir. 

Por: Ana C. Miranda

Cor do meu abismo

Como é que eu vou embora da lembrança? Como se foge de algo a que se quer ficar preso?
A vida aqui não tem mais cor, não quero assistir a tudo em preto e branco. Mas aqui no fundo, bem dentro do abismo que você deixou aberto ainda tem beleza. Talvez uma beleza pálida e sem cor, mas que não pode ser ignorada... Necessária, pra me transformar e desabrochar aquela força adormecida, que eu teimo em não saber que tenho. Mas, que no fim de tudo, me salva, me resgata e me ressucita. E então, eu descubro, bem no fundo do abismo um pinguinho de cor.

Por: Ana C. Miranda

Aprenda. Retribua. Distribua!

Ontem estava saindo do trabalho e me deparei com esta cena comovente. Para muitos este episódio passou despercebido, mas não para meus olhos atentos e espertos. Com o consentimento das personagens envolvidas, me inspirei para unir duas das minhas grandes paixões: as palavras e a fotografia. E aí esta o resultado! 


"Laços invisíveis as uniam. Gerações distintas caminhavam numa mesma sincronia de passos, mansos e suaves. A pressa não era inimiga, cada segundo era precioso, cada gesto era fundamental. Da força de seus braços dependia o sustento de todo o corpo daquela frágil mulher. Segurando-a atenta, ela apoiava cuidadosamente àquela que dedicara toda a sua vida a lhe apoiar. Orgulhosa por poder retribuir ao menos a um terço de todo o seu sacrifício. De um lado, o retrato de uma vida desfrutada sem pressa, dedicada à simplicidade e à sabedoria que somente a experiência pode proporcionar. Do outro, a gratidão de alguém que de tanto aprender, descobriu que também tinha muito a ensinar. Sentimento bonito morava ali, mas não se pode descrever, era preciso sentir com o coração. Uma cena dessas que nos enche os olhos de amor e exala ternura, no sentido mais amplo da palavra. Não basta ter o dom de amar, é preciso aprender a distribuir e, acima de tudo... Retribuir!"