O dia todo assim... coração quase parando, orgulho impiedosamente ferindo.
Eu não quis chorar, mas querer nem sempre significa conseguir.
Eu não precisei de motivos, mais você se esforçou para me dar motivos. Motivos para não te querer mais.
E se você quer mesmo saber, tá doendo sim. Tá dificil aqui.
Mas me faz melhor saber que a dor é uma batalha que eu terei de enfrentar sozinha, mais uma vez.
Lá vamos nós novamente, travar uma incansável luta só pra não deixar ela vencer.
Assim como toda disputa, existe apenas um vencedor. E eu sinceramente espero vencer, novamente. Vencer e vencer, não há outra saída. Ou isso, ou o abandono.
Eu sei que preciso enfrentar, pois quando pensamos que não temos mais força é quando nos tornamos mais fortes.
Se eu tiver que chorar, eu não vou segurar. Se eu tiver que sorrir, eu não vou me privar.
Aprendi que não posso atropelar emoções. Eu preciso vive-las, curti-las ao máximo. Só assim sairei de uma fase totalmente completa para suportar outra. Sem marcas, traumas, livre de frustrações e possíveis recaídas.
E se eu sobreviver, e eu realmente sei que irei sobreviver, eu só preciso deixar você saber que esse sorriso é teu. Eu o preparei para você, o melhor, o mais bonito. Puro, limpo e suado. Espontâneo e não forçado.
E saiba que nada me deixará mais satisfeita que isso, poder oferecer o meu sorriso sincero como recompensa por todas as suas atitudes falsas. Não para me fazer superior, e nem para te dar prova alguma, mas somente para confirmar aquilo que desde o início eu já sabia... Eu sou muita coisa pra você.
Autoria: Ana C. Miranda
"Palhaço é um homem todo pintado de piadas, céu azul é o telhado do mundo inteiro, sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro."
domingo, 20 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Não é amor...
É só apego. E um pouco de desespero, não sei.
Só sei que não é amor.
Se fosse amor eu saberia, eu sentiria. É uma espécie de vírus ruim, doença incurável, estranha obsessão. Apenas apego, rotina torturante e necessária.
Queria não sentir, queria não precisar tanto de você por perto. É carnal, é doentio, por isso não é amor.
De uma intensidade absurda. Tão sem graça e passageiro. Costume de presença, de afeto rotineiro.
Qualquer coisa pra preencher a carência, enquanto nada faz vibrar o coração.
Mais como não é amor, tende á muito rápido se acabar.
Consolo pra suportar os dias, que torna menos torturante a espera pelo verdadeiro, pelo durável.
Apenas um ensaio de paixão, pra não sufucar-se de tanta solidão. Um ensaio do que não fazer, do que não ser.
E como não é amor, tem pouco tempo pra durar.
Autoria: Ana C. Miranda
Só sei que não é amor.
Se fosse amor eu saberia, eu sentiria. É uma espécie de vírus ruim, doença incurável, estranha obsessão. Apenas apego, rotina torturante e necessária.
Queria não sentir, queria não precisar tanto de você por perto. É carnal, é doentio, por isso não é amor.
De uma intensidade absurda. Tão sem graça e passageiro. Costume de presença, de afeto rotineiro.
Qualquer coisa pra preencher a carência, enquanto nada faz vibrar o coração.
Mais como não é amor, tende á muito rápido se acabar.
Consolo pra suportar os dias, que torna menos torturante a espera pelo verdadeiro, pelo durável.
Apenas um ensaio de paixão, pra não sufucar-se de tanta solidão. Um ensaio do que não fazer, do que não ser.
E como não é amor, tem pouco tempo pra durar.
Autoria: Ana C. Miranda
Emoções patéticas
Trânsito caótico, pessoas correndo, pressa, barulho, confusão. E eu, em pé, imóvel, assistindo tudo pela minha janela. Apenas observando.
E se isso te importar, pretendo lhes contar o que vi.
Eu vi uma mulher jovem, saudável, desperdiçando sua juventudo. Cheia de compromissos, de problemas, ser devorada e entupida por tanta tecnologia. E então, eu imaginei essa mulher daqui á alguns anos. Senti pena.
Eu vi um homem sujo, vestido aos trapos, largado em um canto qualquer. Pessoas passavam por ele, com tanta pressa, sem se importar, sem nem sequer notá-lo. E então, eu (tentei) imaginar esse homem dáqui á alguns anos. Mas, que garantia de futuro ele poderia ter? Senti pena.
Eu vi uma criança, várias crianças sol á sol, se esforçando para garantir um pedaço de pão para sustentar uma família. E eu também vi, o filho de um bacana, bater o vidro na cara dessa criança. Ninguém nem parava pra entender, que mais que dinheiro, ou comida, elas mendigavam atenção. E então, eu imaginei essas crianças dáqui á alguns anos. Senti pena, mais pena do playboy e de sua atitude injustificável.
Eu vi um adolescente perdido buscando respostas, buscando apoio por becos escuros, que de tão imcompreendido, foi buscar consolo em caminhos errados. Procurando manter-se inconsciente pra não descrer de vez de seus sonhos, pra tentar fugir de um futuro, que ele sabia que nunca viria. Senti revolta.
Eu vi vários idosos não serem respeitados por seus fios de cabelo branco, em filas de bancos, calçadas, trânsito. Ninguém respeita a experiência, ninguém se importa em aprender todas as maravilhas que eles tentam ensinar. E então, eu imaginei essas pessoas daqui á alguns anos. Mais o futuro para eles, acabaria á apenas um passo, eles eram o passado. A experiência ignorada. Senti raiva.
Eu vi ricos, pobres, negros, pardos, brancos, jovens, idosos e crianças cada um tentando sobreviver á sua forma. Atropelando pessoas, atropelando á si mesmos. E aí, eu me recusei a chamar isso de vida. Não soube que nome dar á tanto desperdício.
Eu vi o mundo ser devorado por ganância, inveja, ignorância e medo. E vendo-os todos se esforçando para se diferenciarem uns dos outros, cheguei a triste conclusão de que eram todos iguais.
Na disputa por poder, dinheiro e ambição, na luta diária pra ver quem ganha mais, quem perde mais... Entre mortos e feridos, entre a busca terrível para alcançar a superioridade e a sede de luta para sair da inferioridade, eu percebi que somos todos iguais, terrivelmente iguais.
E no final das contas, somos todos uns coitadinhos, cada um á sua forma, cada um á sua maneira. E então, eu imaginei o futuro desse mundo... (pausa para digestão), eu sinceramente prefiro omitir a minha visão de futuro.
Por favor, não me dêem atenção!
Por favor, me ignorem!
Pra que desperdiçar tempo com emoções patéticas?
Agora faça um favorzinho á si mesmo... Volte para o seu mundinho perfeito!
Autoria: Ana C. Miranda
E se isso te importar, pretendo lhes contar o que vi.
Eu vi uma mulher jovem, saudável, desperdiçando sua juventudo. Cheia de compromissos, de problemas, ser devorada e entupida por tanta tecnologia. E então, eu imaginei essa mulher daqui á alguns anos. Senti pena.
Eu vi um homem sujo, vestido aos trapos, largado em um canto qualquer. Pessoas passavam por ele, com tanta pressa, sem se importar, sem nem sequer notá-lo. E então, eu (tentei) imaginar esse homem dáqui á alguns anos. Mas, que garantia de futuro ele poderia ter? Senti pena.
Eu vi uma criança, várias crianças sol á sol, se esforçando para garantir um pedaço de pão para sustentar uma família. E eu também vi, o filho de um bacana, bater o vidro na cara dessa criança. Ninguém nem parava pra entender, que mais que dinheiro, ou comida, elas mendigavam atenção. E então, eu imaginei essas crianças dáqui á alguns anos. Senti pena, mais pena do playboy e de sua atitude injustificável.
Eu vi um adolescente perdido buscando respostas, buscando apoio por becos escuros, que de tão imcompreendido, foi buscar consolo em caminhos errados. Procurando manter-se inconsciente pra não descrer de vez de seus sonhos, pra tentar fugir de um futuro, que ele sabia que nunca viria. Senti revolta.
Eu vi vários idosos não serem respeitados por seus fios de cabelo branco, em filas de bancos, calçadas, trânsito. Ninguém respeita a experiência, ninguém se importa em aprender todas as maravilhas que eles tentam ensinar. E então, eu imaginei essas pessoas daqui á alguns anos. Mais o futuro para eles, acabaria á apenas um passo, eles eram o passado. A experiência ignorada. Senti raiva.
Eu vi ricos, pobres, negros, pardos, brancos, jovens, idosos e crianças cada um tentando sobreviver á sua forma. Atropelando pessoas, atropelando á si mesmos. E aí, eu me recusei a chamar isso de vida. Não soube que nome dar á tanto desperdício.
Eu vi o mundo ser devorado por ganância, inveja, ignorância e medo. E vendo-os todos se esforçando para se diferenciarem uns dos outros, cheguei a triste conclusão de que eram todos iguais.
Na disputa por poder, dinheiro e ambição, na luta diária pra ver quem ganha mais, quem perde mais... Entre mortos e feridos, entre a busca terrível para alcançar a superioridade e a sede de luta para sair da inferioridade, eu percebi que somos todos iguais, terrivelmente iguais.
E no final das contas, somos todos uns coitadinhos, cada um á sua forma, cada um á sua maneira. E então, eu imaginei o futuro desse mundo... (pausa para digestão), eu sinceramente prefiro omitir a minha visão de futuro.
Por favor, não me dêem atenção!
Por favor, me ignorem!
Pra que desperdiçar tempo com emoções patéticas?
Agora faça um favorzinho á si mesmo... Volte para o seu mundinho perfeito!
Autoria: Ana C. Miranda
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