É só apego. E um pouco de desespero, não sei.
Só sei que não é amor.
Se fosse amor eu saberia, eu sentiria. É uma espécie de vírus ruim, doença incurável, estranha obsessão. Apenas apego, rotina torturante e necessária.
Queria não sentir, queria não precisar tanto de você por perto. É carnal, é doentio, por isso não é amor.
De uma intensidade absurda. Tão sem graça e passageiro. Costume de presença, de afeto rotineiro.
Qualquer coisa pra preencher a carência, enquanto nada faz vibrar o coração.
Mais como não é amor, tende á muito rápido se acabar.
Consolo pra suportar os dias, que torna menos torturante a espera pelo verdadeiro, pelo durável.
Apenas um ensaio de paixão, pra não sufucar-se de tanta solidão. Um ensaio do que não fazer, do que não ser.
E como não é amor, tem pouco tempo pra durar.
Autoria: Ana C. Miranda
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