"Existe um teatro chamado vida, onde a música nunca para. Aí eu danço, crio passos, coreografias improvisadas, movimentos espontâneos. As vezes me bate o cansaço, mais a música nunca para, por isso eu nunca posso parar de dançar, mesmo quando me sinto cansada.
E você me vê dançar, me observa, me analisa e acha estranho o meu jeito de dançar, ou acha engraçado, divertido. E você também imita o meu jeito único de dançar, critica, tira um sarro. Mais se esquece que eu também te observo dançar.
Eu não sei como devo dançar e ninguém sabe como deve dançar, eu sigo o ritmo, sigo a música. Alguns me aplaudem, outros me vaiam, mais eu preciso continuar dançando. Não existe vida se a gente não dançar, enquanto rola a música a gente não pode parar.
Você me diz que eu não sei dançar. Eu te digo que a vida não permite ensaiar...É vivendo que se aprende a viver, e é dançando que se aprende a dançar.
Crie seus movimentos, monte suas coreografias, mas não venha questionar meu estilo próprio de dançar. A mesma música não toca para todos, e ela nunca se repete.
Danço sozinha, danço junto, danço o movimento da vida. As vezes uma trilha se encerra para que uma nova possa começar...
...Aí eu fecho os olhos, sinto a música e deixo o corpo flutuar!"
Autoria: Ana Carla Miranda
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