Ontem estava saindo do trabalho e me deparei com esta cena comovente. Para muitos este episódio passou despercebido, mas não para meus olhos atentos e espertos. Com o consentimento das personagens envolvidas, me inspirei para unir duas das minhas grandes paixões: as palavras e a fotografia. E aí esta o resultado!
"Laços invisíveis as uniam. Gerações distintas caminhavam numa mesma sincronia de passos, mansos e suaves. A pressa não era inimiga, cada segundo era precioso, cada gesto era fundamental. Da força de seus braços dependia o sustento de todo o corpo daquela frágil mulher. Segurando-a atenta, ela apoiava cuidadosamente àquela que dedicara toda a sua vida a lhe apoiar. Orgulhosa por poder retribuir ao menos a um terço de todo o seu sacrifício. De um lado, o retrato de uma vida desfrutada sem pressa, dedicada à simplicidade e à sabedoria que somente a experiência pode proporcionar. Do outro, a gratidão de alguém que de tanto aprender, descobriu que também tinha muito a ensinar. Sentimento bonito morava ali, mas não se pode descrever, era preciso sentir com o coração. Uma cena dessas que nos enche os olhos de amor e exala ternura, no sentido mais amplo da palavra. Não basta ter o dom de amar, é preciso aprender a distribuir e, acima de tudo... Retribuir!"

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