Meu Bolg

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Orgulho, pra que te quero?

Você faz parte de mim, e aposto que nem desconfia. Não desconfia que meus pensamentos são teus na maior parte do dia. Que por você sua causa eu já chorei e te dediquei mil poesias.
Eu estive lutando contra meus pensamentos, pra ver se sua presença me dava folga somente por alguns instantes. Mais uma batalha inútil. Como se pensar em você fosse algo contra o qual eu pudesse lutar, ou quem sabe controlar.
É chato ter que assumir que você mora aqui já á tantos dias, e eu que pensava ser forte, não consegui ao menos ser maior do que esse sentimento.
Tomo cuidado para que minhas atitudes não me denunciem, por isso vivo me privando de te olhar. E isso me mata, me destrói. De tudo que esse sentimento me roubou, o que me sobra é o orgulho. E só por isso, nada mais que isso eu ainda consigo omitir o que sinto.
Visto um sorriso camuflado pra me proteger das reações que um simples gesto teu é capaz de provocar em mim. E eu sinto medo de tudo isso que você provoca em mim. Não medo de você perto de mim, mais principalmente medo de mim quando estou perto de você.
Porque diante dos meus olhos você é tão perfeito que chega a ser um abuso. Se soubesse o quanto me odeio por permitir que meus sentimentos me transformem assim, e eu me sinto impotente sem poder fazer nada.
Queria poder te contar tudo isso que se passa em mim. Mais não posso contar o que nem ao menos consigo demonstrar. Talvez você risse, se soubesse o tanto que esse sentimento me bota boba e isso também me faz estremecer de medo.
As vezes fico me imaginando sua, e isso só faz aumentar meu ódio por mim mesma. Eu que sempre fui só minha, de repente desejei, sem querer, pertencer a alguém tão diferente de mim.
Sei que te vejo de um jeito que ninguém mais consegue enxergar. É culpa desse teu sorriso que me deixa pasma, desse teu olhar que me paralisa, é culpa de quem te fez assim, tão compatível a mim.
Eu fico tentando buscar algo que faça mais sentido do que isso, mais até do meu desespero eu não sou mais dona. Eu que sempre me previni de tudo que me tirasse a razão, fui me perder logo por um sorriso inoscente, que parecia ser tão inofensivo. Logo eu, que sempre banalizei viver de amores, me desmanchei em sentimentos bobos.
Faço desse orgulho a minha armadilha, o meu escudo. Ora bendito, por não permitir que eu me revele em sentimentos loucos. Ora maldito, por me afastar forçadamente de tudo aquilo que eu mais queria me entregar.


Autoria: Ana C. Miranda

Um comentário:

  1. O ministério da saúde e o Cadu advertem amor casto leia-se platonismo mata mas, da gás para criaões abtratas como a tua... rs Sem entrega menina!! rs

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